domingo, 25 de junho de 2023

EMPRESAS BRASILEIRAS ADOTAM SEMANA DE QUATRO DIAS DE TRABALHO SEM CORTAR SALÁRIOS E AINDA PRODUZEM MAIS, AGORA SERÁ "QUINTOU "!!!

Companhias que testaram novo modelo de jornada reduzida colhem indicadores de melhora no bem-estar dos empregados sem perda de produtividade.

Menos ansiosos, mais produtivos e com a criatividade a todo vapor. É assim que se sentem funcionários de empresas brasileiras que adotaram a semana reduzida, com quatro dias de trabalho em vez de cinco, sem redução proporcional de salário.


São companhias que seguem uma tendência que avança em vários países para aumentar o bem-estar físico e mental dos trabalhadores.

Líderes de empresas ouvidas pelo GLOBO apontaram indicadores de aumento na qualidade de vida de empregados sem perda de produtividade e demissões. Ao contrário, as primeiras avaliações indicam melhores resultados, maior retenção e atração de talentos e estímulo à inovação.

Faltam dados precisos, mas cresce no país o número de empresas nas quais a quinta é a nova sexta-feira. Ou que trocaram a melancólica segunda pela terça-feira. Há ainda modelos com pausa no meio da semana ou rodízio.

Entre os trabalhadores, com um dia livre a mais, a maioria relata mais horas ao ar livre, frequência maior de exercícios, espaço para cuidar da saúde mental e principalmente mais tempo para organizar a própria casa e dar atenção à família, deixando o fim de semana realmente para descansar.

A semana reduzida virou uma causa global da organização sem fins lucrativos 4 Day Week, que tem conduzido experimentos em vários países do mundo. Entre junho e dezembro de 2023, acontece o primeiro teste no Brasil, em parceria com a ONG brasileira Reconnect Happiness at Work.

Trezentas empresas brasileiras já se inscreveram para a primeira fase, com seminários sobre o modelo e resultados dos testes internacionais. No projeto piloto, 50 companhias de diferentes portes e setores terão os resultados avaliados após seis meses.

‘Descansado produz mais’

Mas existem empresas no país testando o regime por conta própria e colhendo resultados positivos parecidos com os do exterior. A maioria é de pequeno porte e da área de tecnologia, um setor de maior flexibilidade e de grande disputa por profissionais qualificados.

É o caso da Vockan, representante da QAD no Brasil, que desenvolve programas de gerenciamento para indústrias. Em novembro do ano passado, a empresa de São Paulo adotou a semana de quatro dias para sua equipe de suporte.

Em março, uma pesquisa interna mostrou aumento do índice de percepção sobre qualidade de vida de 57% para 86% entre os cerca de cem funcionários. O nível de satisfação foi de 54% para 70%. Segundo o CEO Fabrício Oliveira, a produtividade aumentou logo nas primeiras semanas com a mesma equipe e houve queda drástica na rotatividade:

— Pergunte por qual salário os funcionários sairiam da empresa. Tem que ser uma proposta muito, muito boa. O número de currículos recebidos aumentou muito. É um modelo que deu certo. Pessoas descansadas produzem mais.

Desde março de 2022, quando a semana de quatro dias foi adotada pela empresa de inteligência de dados Phonetrack, em Curitiba, os pedidos de demissão caíram 48%.

Segundo Karoline Hasse, coordenadora de Gestão de Pessoas da companhia, em pouco mais de um ano, a produtividade ficou no mesmo patamar, mas clientes e colaboradores mostraram melhores níveis de satisfação, segundo levantamento interno.

Embora tenha mantido as 55 vagas da equipe, mesmo com um dia a menos de trabalho, o banco de horas teve uma redução de 70%. Ou seja, os funcionários mantiveram o mesmo nível de atividade fazendo menos horas extras do que quando a empresa funcionava cinco dias por semana, observa a executiva:

— Isso mostra que as pessoas não trabalharam para além dos quatro dias. Remodelamos algumas coisas para dar certo, como reuniões mais curtas. Mandamos a pauta antes para economizar tempo.

Segundo Glícia Braga, gerente de Recursos Humanos da startup financeira Efí, um dia a menos de jornada também tem funcionado para a empresa de Ouro Preto (MG), mas não é fácil.

Requer esforços em contrapartida, sobretudo no treinamento e na comunicação entre equipes para colher os benefícios sem afetar os resultados. Ela conta que, desde julho de 2022, quando o modelo começou a ser implementado na fintech, os times que somam 338 pessoas foram orientados a melhorar o gerenciamento do tempo:

— As equipes passaram a olhar para o que poderia ser otimizado porque abraçaram a ideia. Houve melhoria na produtividade, porque entregamos o mesmo que antes, agora em quatro dias.

Difícil avaliação

Um levantamento da empresa de tecnologia NovaHaus, que adotou uma folga às quartas-feiras em maio do ano passado, estima um aumento de 13% na produtividade e um crescimento de quase 82% no número de funcionários que praticam atividades físicas em um ano.

Mas o CEO Leandro Pires admite que é difícil mensurar o quanto o regime contribuiu para melhorar o desempenho da equipe de 60 pessoas divididas entre Franca (SP), a capital paulista e Nova York:

— O modelo demanda que avaliemos a produtividade de outra forma, porque na empresa trabalhamos com muitos processos criativos. Não é olhando as horas, mas resultados, e isso é muito subjetivo.

A gerente de arte da NovaHaus, Letice Borges, de 37 anos, diz que foi complicado tirar um dia do seu cronograma semanal, mas acabou surpresa com a capacidade de dar conta de tudo em quatro dias:

— Brincamos que temos dois “sextou”. A escolha da quarta foi por conta de alguns processos, mas quebra o cansaço, serve para tomar fôlego.

A empresa de programas educacionais de administração AAA tem semana reduzida desde janeiro de 2022 em formato flexível: os gestores definem o day off de cada equipe, dependendo das demandas específicas de cada área. Guilherme Cunha, head de Sucesso do Cliente, diz que a maior dificuldade é a adaptação:

— Pode ser complicado entender como reduzir processos que achávamos que não poderiam ser reduzidos. Em datas com fluxo de entregas muito grande, encontrar um dia para o day off é um desafio enorme, mas não impossível. Tudo valeu muito a pena no final e gerou enorme melhoria.

Para Oliveira, da Vockan, o mais difícil foi convencer as lideranças da empresa. Na área financeira, houve quem questionasse o sentido de manter o salário de alguém reduzindo em 20% sua carga horária.

Nas operacionais, o temor era de que não seria possível abrir mão de empregados por um dia e manter o nível dos serviços. A solução foi um rodízio, explica o executivo:

— Tivemos que adotar escalas para que os clientes não ficassem desassistidos. Mudamos o modelo de trabalho.

Por Ana Flávia Pilar — Rio - O GLOBO

quinta-feira, 22 de junho de 2023

IMORAL, CREA AMAZONAS E CONFEA FAZEM FARRA COM DINHEIRO PÚBLICO ORIUNDO DAS ANUIDADES DOS PROFISSIONAIS, MARCANDO REUNIÃO EM PARINTINS – AM EM PLENA FESTA DO BOI BUMBÁ DE PARINTINS, PAGANDO DIÁRIAS E PASSAGENS PARA PRESIDENTES DE CREAs

A reunião que será realizada pelo CREA Amazonas nos dia 28 de junho a 01 de julho de 2023, autorizada e paga pelo  sistema CREA/CONFEA é uma verdadeira excursão turística que os presidentes dos CREA do Amazonas, Acre, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins terão ao Festival Folclórico do Boi de Parintins, ferindo o principio da moralidade, razoabilidade e economicidade 

O sistema CREA/CONFEA aprovou,  autorizou e deverá pagar  diárias e passagens para os Presidentes dos CREAs dos Estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, e também funcionários do CREA e colaboradores para participarem reunião do Colégio de Presidentes dos CREAs Norte, que será realizada na data de 28 de junho a 01 de julho, na mesma data que ocorre o festival de boi bumbá de Parintins – AM.   



O  Festival de Parintins 2023 ocorre entre os dias 30 de junho e 2 de julho, coincidentemente dois dias da reunião serão nos dias que ocorre a apresentação dos bois garantido e caprichoso no Bumbodromo de Parintins, vale ressaltar que durante a semana do festival folclórico, no período de 26 de junho a 01 de julho  as atividades da cidade de Parintins é somente voltada para os festejos do festival do boi. 


DAS CONCESSÕES DE DIARIAS E PASSAGENS PELOS CONSELHOS PROFISSIONAIS 


Segundo o relatório do TCU, as irregularidades e inconsistências associadas à  concessão de diárias e passagens é um tema recorrente no âmbito dos conselhos profissionais.

 

Quando se trata de recursos públicos ou arrecadados com base em prerrogativa pública, como no caso dos CREAs, deve ser a mais prudente possível, visando-se assim obstaculizar o desperdício de dinheiros obtidos junto à coletividade.

 

Assim, a Decisão adotada pelo TCU foi a seguinte: Acórdão TCU 0570/07 - Plenário: “Determinar aos Conselhos Federais de Fiscalização de Profissões Regulamentadas que a normatização da concessão de diárias, deve pautar-se pelo crivo da razoabilidade, do interesse público e da economicidade dos atos de gestão, bem como pelos demais princípios que regem a Administração Pública .


Para os presidentes dos CREA chegarem até a cidade de Parintins haverá a necessidade primeiramente de chegar em Manaus que é um custo de passagem e depois terá um outro custo de passagem de Manaus para Parintins, ferindo o principio da economicidade o que não ocorreria se a reuniao fosse realizada em Manaus

 

DOS RECURSOS QUE O CREA AMAZONAS E CONFEA   PAGAM AS DIÁRIAS E PASSAGENS

  

Os recursos arrecadados pelo CREA e CONFEA são constituídos em sua maioria das anuidades pagas pelos profissionais que deles fazem parte e destinam-se ao custeio das atividades administrativas das respectivas entidades utilizadas no cumprimento de sua finalidade.


Originários da Constituição Federal, por força das disposições do art. 149, a esses recursos são aplicados os princípios constitucionais e legais inerentes aos tributos e, enquadrando-se como contribuições parafiscais, estão sujeitos ao controle externo, a cargo do Congresso Nacional, com o auxílio do Tribunal de Contas da União. 


CUMPRIMENTO DAS NORMAS E DOS PRINCIPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA PELOS CREA E CONFEA 


“Os CREAs e CONFEA têm natureza autárquica, arrecadam e gerenciam recursos públicos de natureza parafiscal, estando sujeitos às normas de administração pública, e ao controle jurisdicional do TCU. É certo que, apesar da natureza pública do CREA e CONFEA e dos recursos por eles arrecadados, esses entes não integram a Administração Pública e tampouco os seus gastos estão incluídos no Orçamento Geral da União, dadas as prerrogativas especiais que detêm. Contudo, criados por lei para o exercício de função pública (art. 5º, inciso XIII; art. 21, inciso XXIV, e art. 22, inciso XVI, da Constituição Federal), regem-se pelas regras de direito público, sendo os CREAs e CONFEA submetidos às normas e princípios da Administração Pública. ” 


CASO SEMELHANTE DE INDICIO DE EXCURSÃO TURISTICA  MINISTÉRIO PUBLICO FEDERAL JÁ CONDENOU CREA  A DEVOLVER VALORES DE DIÁRIAS E PASSAGENS USADAS DE FORMA IMORAL 


No ano de 2012, O Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação civil pública na Justiça pedindo o ressarcimento de R$ 410 mil aos cofres públicos pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo (Crea-SP). O motivo foi uma viagem de 33 integrantes do Crea-SP a Genebra em 2011. O MPF pediu que cada conselheiro, diretor e assessor da comitiva devolvesse os valores recebidos - dois fizeram a devolução voluntariamente. 


O grupo foi à Suíça participar da Convenção Mundial de Engenheiros, a WEC 2011, realizada de 4 a 9 de setembro de 2011, com despesas totalmente pagas pelo Conselho, segundo o MPF. O presidente do Crea-SP à época) autorizou uma verdadeira excursão a Genebra, sem demonstração de qualquer vínculo com as obrigações institucionais da autarquia", disse o procurador da República.

BANCO DO BRASIL FINANCIA OBRA DA SEMMAS QUE DESTROI ÁREA VERDE DO PARQUE DOS BILHARES EM MANAUS

O financiamento do Banco do Brasil recursos oriundos de Operação de Crédito do Programa PROMINF/MANAUS/BANCO DO BRASIL. esta sendo utilizado...