domingo, 26 de janeiro de 2025

O SISTEMA CREA/CONFEA É UM DOS PIORES NA FALTA DE TRANSPARÊNCIA DE GASTOS SEGUNDO APURAÇÃO DO TCU

Quando falamos em gestão de recursos públicos, a transparência deveria ser a base de toda administração. A falta de transparência impacta diretamente a confiança da população e a eficiência das ações de controle. Enquanto os CREAs lutam para atingir padrões mínimos de transparência, outros conselhos demonstram que é possível fazer diferente. 

Transparência: Um Pilar Fundamental Negligenciado pelos CREAs


O Sistema de Engenharia e Agronomia, parece falhar gravemente nesse quesito. Apesar de arrecadar valores impressionantes – como os R$ 1,7 bilhão registrados em 2022 – o Conselho de Engenharia e Agronomia ocupa apenas o 24º lugar no ranking de transparência, apurado no portal do TCU, deixando claro que muito precisa ser feito para corrigir esse problema.

É questão de baixa transparência e de responsabilidade com os recursos arrecadados. Os conselhos profissionais, como o CREA, lidam com quantias vultosas que são provenientes de contribuições obrigatórias dos profissionais. Com uma receita superior à de muitos Ministérios e Estados Brasileiros, a falta de dados claros e acessíveis sobre como esses recursos são utilizados gera desconfiança e prejudica a fiscalização social.

Conselho de Engenharia e Agronomia ocupa apenas o 24º lugar no ranking de transparência, apurado no portal do TCU
fonte: Tribunal de Contas da União-20/01/2025

A falta de transparência impacta diretamente a confiança da população e a eficiência das ações de controle. A ausência de informações em padrão aberto nos portais dos conselhos torna quase impossível que a sociedade e o profissional acompanhem ou questionem como o dinheiro está sendo aplicado. Deixando o sistema vulnerável às práticas obscuras, dificultando o controle e aumentando o risco de desvios.

Contraste com Outros Conselhos

Enquanto os CREAs lutam para atingir padrões mínimos de transparência, outros conselhos demonstram que é possível fazer diferente. O Sistema de Contabilidade, por exemplo, lidera o ranking ao publicar quase 100% das informações exigidas pela Lei de Acesso à Informação (LAI). Isso é uma questão de conformidade com a lei,  facilitando o controle social.

É urgente que os CREAs implemente um plano de dados abertos que seja integrado e eficiente. Essa é a uma exigência do Tribunal de Contas da União (TCU), Além, de responsabilidade para com os profissionais que contribuem para o sistema. A falta de transparência é uma questão ética que precisa ser enfrentada com seriedade.

Para que o CREA e outros conselhos avancem, é fundamental que a sociedade exija mais clareza e responsabilidade na gestão dos recursos. O painel criado pelo TCU é uma ferramenta poderosa que permite visualizar e comparar dados, mas depende da adesão dos conselhos para ser realmente eficaz. Somente com a pressão popular e o compromisso dos gestores será possível mudar essa realidade.

Em tempos em que a transparência é uma exigência cada vez maior, o CREA tem a chance de transformar sua gestão e mostrar que é possível unir responsabilidade e eficiência. Por enquanto, infelizmente, está longe de ser um exemplo a ser seguido.

click e veja:

Dados abertos: TCU cria ranking para classificar transparência dos portais dos Conselhos de Fiscalização Profissional – Notícias | Portal TCU


O QUE É JUSTIÇA CLIMÁTICA ?

Quando uma enchente ou uma seca atinge um local, nem todas as pessoas são afetadas da mesma forma. Algumas comunidades sofrem mais do que as outras, seja pelas suas condições prévias ou por sua capacidade de reação e adaptação a eventos extremos. Por isso é fundamental levar em consideração essas diferenças nas políticas e ações de combate aos impactos das mudanças do clima

Justiça climática é o conceito que reconhece a desigualdade socioeconômica como fator determinante na maneira como diferentes grupos ou comunidades sofrem os efeitos da crise climática.


"Isso significa que as soluções climáticas não devem apenas focar na redução de emissões, mas também precisam considerar as especificidades de cada grupo social, incluindo o combate ao racismo ambiental, a proteção de comunidades mais vulneráveis, e a questão territorial", afirma Rogger Barreiros, analista de Socioeconomia e Finanças do Clima do WRI Brasil.

O termo justiça climática é reconhecido por entidades como a ONU e o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas). 

No Brasil, o conceito foi incluído como visão de país para 2035 na nova Contribuição Nacionalmente Determinada, apresentada na COP29, e é um direcionador para a construção do Plano Clima que será lançado este ano.

Que grupos são mais vulneráveis às mudanças climáticas? 

As mudanças afetam especialmente pessoas historicamente marginalizadas, como povos indígenas, quilombolas, comunidades periféricas e mulheres e crianças de forma geral. 

"Esses grupos enfrentam desproporcionalmente os efeitos negativos das mudanças climáticas, como secas, enchentes, calor extremo e perda de recursos naturais, apesar de serem os menos responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa que causam essas mudanças", afirma Rogger, do WRI Brasil.

Na mesma linha, Flávia Martinelli, especialista em mudanças climáticas da WWF-Brasil, diz que pessoas brancas, ricas, sem deficiência, que possuem rede de apoio e que moram em áreas urbanas são as menos afetadas pela crise climática, enquanto pessoas pobres, não-brancas, que estão desempregadas ou possuem empregos informais, que dependem do transporte público, mães solos, idosos, crianças, pessoas com deficiência e indivíduos que fazem parte de comunidades locais e tradicionais são atingidos de forma mais dura pelos eventos climáticos extremos.

"Pessoas que moram em áreas de riscos geralmente estão ali porque foram marginalizados pela estrutura da cidade. Se uma chuva forte provocar um deslizamento e atingir a casa delas, elas correm o risco de perder tudo e não contam com segurança financeira para se reerguer, podendo se tornar ainda mais pobres", explica Flávia. 

No Brasil, dados revelam que os impactos das mudanças climáticas são ainda mais severos para mulheres negras, indígenas e quilombolas, principalmente aquelas que vivem em comunidades rurais, pesqueiras, periféricas e favelas.

Esses grupos enfrentam desafios múltiplos, como falta de recursos, precariedade no acesso a serviços básicos e vulnerabilidades estruturais.

 Rogger pondera que, apesar da conscientização sobre justiça climática ter crescido nos últimos anos, a discussão ainda está majoritariamente concentrada em grupos e pessoas de países desenvolvidos ou do chamado Norte Global. 

"Isso é preocupante, porque esses grupos são historicamente os principais responsáveis pela crise climática e tendem a ser os menos vulneráveis aos impactos", afirma ele.

A crise climática piora a desigualdade já existente? 

Sim, a crise climática agrava a desigualdade social. Segundo o 6º relatório de avaliação do IPCC, entre 3,3 e 3,6 bilhões de pessoas vivem em contextos de alta vulnerabilidade devido às mudanças do clima.

 Essas populações estão concentradas em regiões com restrições de desenvolvimento, como África, Ásia, Américas Central e do Sul, pequenas ilhas e o Ártico.

Ainda de acordo com o órgão, inundações, secas e tempestades têm causado insegurança alimentar e hídrica, afetando desproporcionalmente povos indígenas, pequenos produtores e famílias de baixa renda. Entre 

2010 e 2020, a mortalidade associada a esses eventos foi 15 vezes maior em regiões vulneráveis em comparação com regiões menos vulneráveis. 

E no Brasil, como é a situação?

No Brasil, dados do S2ID (Sistema Integrado de Informações sobre Desastres ) mostram que, entre 1991 e 2023, cerca de 219,7 milhões de pessoas foram afetadas por desastres climáticos, o que inclui mortes, pessoas desalojadas, desabrigadas e que precisaram de assistência médica. 

De 2020 a 2023, quase 78 milhões de indivíduos foram atingidos. Na década de 1990, esse número era de menos de 500 mil pessoas.

"Isso reforça a urgência de adotarmos ações concretas para limitar o aquecimento global e minimizar esses prejuízos. Uma verdadeira justiça climática exige soluções inclusivas, integradas e que beneficiem todos, especialmente os mais vulneráveis", diz Rogger Barreiros, do WRI Brasil. 

Nesse contexto, o acordo de financiamento climático aprovado na COP29 estabelece que os países desenvolvidos devem destinar US$ 300 bilhões anuais até 2035 aos países em desenvolvimento, para ajudá-los a lidar com os impactos das mudanças climáticas..

Apesar de o acordo final ter ficado longe do esperado US$ 1,3 trilhão anual, o evento destacou a importância de garantir reparações, principalmente para as nações do Sul Global. 

Como combater a crise climática de forma justa? 

- Criar políticas de adaptação climática, ou seja, que preparem as cidades e o campo para que, quando ocorram eventos climáticos extremos, as populações não sofram tanto como nas chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul e as secas na Amazônia;.

- Implementar políticas públicas que sejam mais eficientes no auxílio às populações atingidas pelos eventos climáticos.

 "O apoio que os governos oferecem costuma ser muito pequeno e insuficiente. Muitas vezes, quando é oferecida uma ajuda para moradia, as famílias são deslocadas para lugares longe de seus bairros de origem, desconectadas de serviços básicos de transporte e saúde, o que agrava a vulnerabilidade", diz Flávia Martinelli, do WWF-Brasil;.

- No Brasil, uma das estratégias para combater a crise climática é por meio do Plano Clima - Adaptação. Ele tem como objetivo orientar, promover e catalisar ações coordenadas para a adaptação de sistemas humanos e naturais, considerando estratégias de curto, médio e longo prazo, sob a ótica do desenvolvimento sustentável e da justiça climática;

 - A transição energética, a bioeconomia e a restauração florestal podem gerar empregos verdes que ajudem a reduzir as vulnerabilidades e desigualdades sociais;.

- Outra estratégia é integrar as diferentes dimensões de justiça no processo. Por exemplo, a justiça distributiva busca uma distribuição mais equitativa dos recursos para prevenção e adaptação aos impactos climáticos. Já a justiça processual enfatiza a inclusão de todas as partes interessadas nas decisões climáticas, principalmente as mais vulneráveis. 

A justiça de reconhecimento ressalta a importância de valorizar e respeitar as identidades, culturas e direitos de grupos historicamente marginalizados, enquanto a justiça retributiva se ocupa em responsabilizar aqueles que causaram danos ao meio ambiente e às comunidades.

Por: Bárbara Therrie

Colaboração para Ecoa, de São Paulo

Fonte: Rogger Barreiros, analista de Socioeconomia e Finanças do Clima do WRI (World Resources Institute) Brasil; Flávia Martinelli, especialista em mudanças climáticas da WWF (World Wide Fund for Nature)-Brasil..

domingo, 22 de dezembro de 2024

Belo Horizonte pretende plantar 50 mil árvores em 2025

A prefeitura de Belo Horizonte planeja plantar 50 mil árvores em 2025. A meta é reflexo do recorde batido em 2024, com o plantio de mais de 35 mil árvores.

Em 2025 o projeto é ampliar o número de áreas verdes com a implementação dos parques Ciliar do Onça e Aterro, local do antigo aterro sanitário da cidade.


A Avenida Antônio Carlos vai receber a segunda fase do corredor verde com o plantio em passeios e canteiros. Também foi estabelecida a meta de um corredor verde por ano.

Agenda Verde de Belo Horizonte para 2025:

Plantio de 50 mil árvores

Segunda fase do corredor verde da Avenida Antônio Carlos

Implementação de 20 miniflorestas

Novo Parque Aterro no local do antigo aterro sanitário na BR-040

50 refúgios climáticos e 100 novos jardins de chuva

Instalação de cinco novos meliponários, locais de colmeias da abelhas nativas sem ferrão

Agenda verde de 2024:

A arborização bateu o recorde de plantios com cerca de 35 mil árvores. Um “Arvorômetro” foi criado para permitir que todos possam acompanhar os plantios feitos. A ferramenta se encontra na página da Secretaria do Meio Ambiente, dentro do Portal da PBH, na aba “Arvorômetro”.

Foram entregues 12 miniflorestas, uma a mais que a meta inicial para o ano de 2024. As miniflorestas têm o papel de melhorar o microclima da região, absorvendo a água da chuva, redução na emissão de gases de efeito estufa, melhorando a qualidade do ar, além de contribuir para a expansão da biodiversidade no local.

A gestão municipal ampliou o número de parques sob sua gestão com a criação de três novos espaços verdes, o parque Colinas, Cerrado e Mantiqueira.

As melhorias ambientais trouxeram o título de “Cidade Árvore do Mundo” pelo programa Tree Cities Of The World, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), que reconhece municípios com liderança em função de práticas arbóreas, como o manejo e preservação de árvores, florestas urbanas e espaços verdes.

Em 2023 Belo Horizonte recebeu o título de ‘Cidade Árvore do Mundo’, pelo programa Tree Cities Of The World, da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). A iniciativa reconhece municípios que demonstram liderança em função de práticas arbóreas, como o manejo e preservação de árvores, florestas urbanas e espaços verdes.

Para o secretário de Meio Ambiente, Gelson Leite, 2024 foi um ano muito positivo, marcado pela participação social. “A maior parte dos nossos resultados foi obtida graças ao empenho e à competência de nossos técnicos, mas também pela importante presença dos diversos segmentos da sociedade nas discussões. Dessa forma, vamos criando políticas públicas com a marca do belo-horizontino, de quem vive e gosta da cidade”, afirmou.

Fonte: Alan Cardosoda CNN* , Em São Paulo

sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

SERVIDORES DA SEMMAS: GUARDIÕES DO MEIO AMBIENTE OU APOIADORES DA DESTRUIÇÃO DE ÁREAS VERDES DE MANAUS ?

 É com grande preocupação que em 2024 nos deparamos com uma situação alarmante envolvendo servidores da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMMAS) de Manaus. O que parece ser uma decisão sem precedentes poderá resultar na destruição de uma área verde crucial para a cidade de Manaus: a área verde do Parque dos Bilhares.

Os  Servidores da SEMMAS, ao invés de defenderem a preservação ambiental que deveria está em seu próprio DNA, estão propondo a construção de um edifício de quatro andares na área verde do Parque dos Bilhares, estacionamento para mais de 100 carros e arruamento dentro do Parque dos Bilhares. Este espaço verde, que deveria ser protegido e mantido como um refúgio para a natureza e para a população de Manaus, poderá ser irreparavelmente danificado.

O PROJETO DE CONSTRUÇÃO DA SEDE DA SEMMAS NO PARQUE DOS BILHARES

A proposta de construir um novo edifício para abrigar a sede da SEMMAS no Parque dos Bilhares é uma clara ameaça à biodiversidade local e à sadia  qualidade de vida dos manauaras. O parque, um dos últimos refúgios de natureza no centro da cidade, é fundamental para o equilíbrio ambiental de Manaus e para o bem-estar da população local. A ideia de substituir esse refúgio natural por um edifício administrativo para a SEMMAS é um ataque direto ao meio ambiente e uma ameaça à saúde ecológica de Manaus.

UMA VIOLAÇÃO DE LEIS FUNDAMENTAIS DOS DIREITOS AMBIENTAIS 

Este projeto não só coloca em risco a saúde ambiental da cidade, como também contraria diretamente legislações que visam a proteção e preservação das áreas verdes de Manaus. 

Além de ser um ataque à biodiversidade local, essa proposta vai diretamente contra a legislação que rege as áreas verdes da cidade de Manaus. 

O artigo 37 do Código Ambiental de Manaus é claro ao definir que as áreas verdes possuem finalidades específicas de preservação e uso público, para garantir qualidade de vida aos cidadãos Manauara. O Parque dos Bilhares é um exemplo perfeito desse tipo de área verde, e sua destruição para a construção de um edifício é uma flagrante violação dessa lei.

Mais ainda, essa proposta infringe o artigo 225 da Constituição Federal, que assegura o direito de todos a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, essencial à sadia qualidade de vida. Ao permitir que uma área verde vital seja destruída para dar lugar a um prédio administrativo, esta sendo comprometido não apenas o presente, mas o futuro de nossas gerações.

Permitir que uma área verde essencial no meio urbano de Manaus seja destruída para atender a uma demanda administrativa é um atentado contra esse direito fundamental.

PARECER JURIDICO DA SEMMAS RECONHECE O PARQUE DOS BILHARES COMO UMA ÁREA VERDE  

 A SEMMAS emitiu um parecer jurídico reconhecendo oficialmente o Parque dos Bilhares como uma área verde e um parque urbano, com isso garante ter sua preservação e valorização dentro do espaço público. 

Isso significa que o parque não só é reconhecido como um local de lazer, mas também como uma parte vital do patrimônio ambiental da cidade.

Parecer Juridico da SEMMAS onde confirma que o Parque dos Bilhares é uma área verde



Esse parecer tem grande relevância, pois fortalece a proteção legal do parque e ajuda a garantir que ele permaneça acessível para todos, preservando sua vegetação e biodiversidade. É um passo importante para assegurar que o parque continue a ser um refúgio verde em meio à urbanização crescente de Manaus.

SEMMAS E SERVIDORES NÃO RESPEITAM O CONCEITO DE PARQUE URBANO QUE É O PARQUE DOS BILHARES

De acordo com a legislação brasileira e com os princípios internacionais de planejamento urbano sustentável, um parque urbano deve ser compreendido como uma área destinada ao lazer, à recreação e à preservação ambiental. Esses espaços são fundamentais para a saúde e o bem-estar da população, funcionando como pulmões verdes em meio ao caos das cidades.



Além disso, parques urbanos devem ser preservados como locais para a biodiversidade, contribuindo para a mitigação dos impactos ambientais causados pela urbanização excessiva. A proposta de construção de um prédio e de um estacionamento dentro de uma área como o Parque dos Bilhares infringe diretamente essas diretrizes, colocando em risco não apenas a integridade do ecossistema local, mas também a qualidade de vida dos cidadãos que dependem desse espaço para atividades recreativas e de convivência.

SERVIDORES DA SEMMAS: GUARDIÕES DO MEIO AMBIENTE OU APOIADORES DA DESTRUIÇÃO DE ÁREAS VERDES DE MANAUS ? ? 

O mais alarmante nesta história é o fato de que os próprios servidores da SEMMAS, que têm o dever de proteger e preservar o meio ambiente, estão apoiando uma medida tão prejudicial à natureza. 

Em uma audiência pública realizada no Ministério Público em junho de 2024, esses servidores  se posicionaram a favor da destruição da área verde do Parque dos Bilhares, como também sugeriram a construção da nova sede da SEMMAS nesse espaço verde de Manaus.

Servidores da SEMMAS na audiência pública do Ministério Publico, onde se manifestaram a favor da destruição da área verde do Parque dos Bilhares para a Construção da Sede da SEMMAS (Fonte: MPAM)



Esse comportamento é uma contradição grave. Como servidores de uma secretaria destinada a cuidar do meio ambiente, era de se esperar que fossem os primeiros a se opor a uma proposta tão prejudicial que vai destruir uma area verde de Manaus.

Seria mais sensato que esses servidores, cuja missão é proteger o meio ambiente, buscassem uma solução para a construção da nova sede da SEMMAS em outra localidade, sem destruir um bem natural tão precioso para a cidade. 

A construção de um edifício em uma área verde é um desserviço à população de Manaus e coloca em risco a qualidade de vida de todos.

Os Servidores da SEMMAS  deveriam ser os guardiões da natureza e não aqueles que buscam justificar a destruição de um patrimônio ambiental essencial para a cidade.


A RESPONSABILIDADE DOS SERVIDORES DA SEMMAS DE PROTEGER O MEIO AMBIENTE DE MANAUS

A cidade de Manaus precisa de servidores comprometidos com a preservação ambiental e com o bem-estar da população. Ao invés de apoiar esse projeto destrutivo, os servidores da SEMMAS deveriam ser os primeiros a sugerir alternativas para a construção da sede em locais que não envolvam a destruição de áreas verdes.

A preservação do meio ambiente deve ser uma prioridade, e é responsabilidade de todos, especialmente daqueles que ocupam cargos públicos na área ambiental, agir em defesa do que é certo.

Não se pode permitir que decisões irresponsáveis e contrárias às leis sejam tomadas sem a devida reflexão sobre suas consequências. 

A destruição de áreas verdes não pode ser a solução para a falta de infraestrutura administrativa.

É essencial que a população de Manaus esteja atenta a essas decisões e exija que as leis ambientais sejam cumpridas. 

A HORA DE AGIR É AGORA 

Manaus não pode permitir que esse tipo de proposta avance. Devemos exigir que os servidores da SEMMAS revejam sua posição e proponham soluções alternativas para a construção de sua nova sede, sem a destruição de áreas verdes essenciais.

A preservação do Parque dos Bilhares é vital para o bem-estar da população e para o equilíbrio ecológico da cidade de Manaus. 

A destruição dessa área verde representa um retrocesso na luta por um Manaus mais sustentável e saudável.

UNIDOS PELA DEFESA DA ÁREA VERDE DO PARQUE DOS BILHARES 

Agora é o momento de nos unirmos para proteger o Parque dos Bilhares e garantir que ele continue sendo um espaço de lazer, convivência e equilíbrio ambiental para as futuras gerações de manauaras.

Não à Destruição da área verde do Parque dos Bilhares!




segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

ESTUDO REVELA URGENTE NECESSIDADE DE COBERTURA DE ÁRVORES PARA COMBATER O CALOR NAS CIDADES

 Um estudo liderado por pesquisadores da RMIT University, na Austrália, analisou o acesso à natureza em oito grandes cidades globais e concluiu que, embora muitas tenham árvores em abundância, a cobertura de copas urbanas ainda é insuficiente para garantir um clima local adequado, especialmente para reduzir ondas de calor em tempos de aquecimento global.

O estudo, publicado na revista científica Nature Communications, utilizou a regra "3-30-300", que sugere que cada casa, escola e local de trabalho deve ter a vista de pelo menos três árvores, estar em um bairro com 30% de cobertura de copa e estar a 300 metros de um parque. Ao todo, foram analisados mais de 2,5 milhões de edifícios.

A pesquisa revelou que, em cidades como Nova York e Amsterdã, menos de 30% dos edifícios estão em áreas com cobertura adequada de copas, apesar de a maioria ter vista para árvores. Apenas Seattle e Cingapura cumpriram a meta de 30% de cobertura.

Essa falta de árvores é preocupante, especialmente em um ano com temperaturas recorde, já que a vegetação urbana ajuda a reduzir o calor e melhorar a qualidade do ar, além de beneficiar a saúde mental e física da população.

Especialistas destacam que a falta de árvores nas cidades está relacionada ao aumento de doenças como depressão, obesidade e mal-estares ligados ao calor. Além disso, a cobertura de árvores também pode diminuir o risco de inundações e proteger a biodiversidade urbana.

"Revisei décadas de pesquisas ligando a natureza à saúde humana – e descobri que a vista para a natureza, a cobertura de copas e os parques são realmente essenciais se quisermos ser mentalmente saudáveis, fisicamente ativos e seguros contra os impactos das ondas de calor", afirma o especialista em arborização urbana holandês, Cecil Konijnendijk.

Para alcançar melhores resultados, é essencial repensar o planejamento urbano, adverte o estudo, priorizando áreas verdes e condições adequadas para o crescimento das árvores. A pesquisa sugere que uma mudança nas práticas de planejamento pode fazer com que mais cidades alcancem a cobertura mínima necessária, melhorando o bem-estar de seus habitantes e combatendo o aquecimento global.

Fonte: Redação Um Só Planeta


terça-feira, 12 de novembro de 2024

IPAAM RECEBE CARTA DENUNCIA COM 3 MIL ASSINATURAS PEDINDO O EMBARGO DA OBRA DA PREFEITURA DE MANAUS QUE COMETEU INFRAÇOES AMBIENTAIS E ESTÁ DESTRUINDO ÁREA VERDE DO PARQUE DOS BILHARES

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) recebeu uma denúncia acompanhada de 3 mil assinaturas contra uma obra da Prefeitura de Manaus que, segundo os denunciantes, compromete uma área verde localizada no Parque dos Bilhares. 

A obra em questão se trata da construção de um edifício de 4 andares para ser a  sede da SEMMAS, com estacionamento para mais de 100 carros e arruamentos dentro do Parque dos Bilhares, de acordo com a denúncia, a obra vai  causar danos ambientais à área que, tradicionalmente, é um espaço importante para a preservação do meio ambiente e para a população local.

Trecho da carta denuncia entregue no IPAAM nessa terça feira 12 de novembro


O Parque dos Bilhares é uma das áreas verdes mais significativas da cidade, sendo um parque tematico trazendo a arquitetura da Manaus Belle Epoque, e ecologico utilizado tanto para lazer quanto como um importante refúgio para aves e outros animais em meio ao crescimento urbano de Manaus. 

A denúncia foi protocolada pelo movimento SALVE O PARQUE DOS BILHARES e entregue nas mãos do Diretor Administrativo do IPAAM o Eng. Florestal Antonio Luiz Andrade, com a intenção de impedir a execução do projeto, com base nas infrações administrativas ambientais cometidas pela SEMMA que violou o Art. 37 do Código Ambiental de Manaus que define as finalidade das áreas verdes  e violação do Art. 8  § 1 da resolução 369/06 do CONAMA que define o que é uma área verde que é o caso do Parque dos Bilhares e também pelo impacto ambiental que a construção vai causar à fauna, flora e ao ecossistema local.

A coleta de 3 mil assinaturas revela a preocupação de muitos cidadãos Manauaras com a preservação da área verde e a transparência no processo de licenciamento ambiental da obra, que há indícios de irregularidade e há indícios que o IPAAM foi conivente uma vez que a denuncia alega que a atividade da obra não está delegada para a SEMMAS licenciar.

 A partir dessa denúncia, o IPAAM deverá investigar se houve irregularidades  no licenciamento da obra, garantindo a observância das normas ambientais estabelecidas.

Esse caso destaca um debate crescente da sociedade sobre o equilíbrio entre o desenvolvimento urbano e a preservação ambiental de Manaus,  principalmente em áreas verdes urbanas que desempenham um papel crucial para o meio ambiente e a qualidade de vida da população.

Outras denuncias estão sendo programadas em outros órgãos como ao Conselho Estadual de Meio Ambiente do Estado do Amazonas, ao Consulado da Alemanha devido que a prefeitura de Manaus está recebendo recursos do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente recursos oriundo do Ministério do Governo Alemão.


segunda-feira, 16 de setembro de 2024

EM PLENA CRISE CLIMÁTICA AMBIENTAL CAIXA ECONÔMICA FEDERAL FINANCIA OBRA DA PREFEITURA DE MANAUS QUE VIOLA O CÓDIGO AMBIENTAL DE MANAUS E VAI CORTAR 132 ÁRVORES DESTRUINDO ÁREA VERDE NO PARQUE DOS BILHARES

 A Caixa Econômica Federal confirmou que está financiando a obra que está destruindo a área verde do Parque dos Bilhares em Manaus-AM, onde foi verificado  que houve aplicação de recursos do contrato de financiamento FINISA nº 0608730-18 /DESPESA DE CAPITAL na referida obra que está projetado a construção de 1 prédio de 4 andares, estacionamento e arruamento dentro do Parque dos Bilhares, com o corte de 132 árvores.

Após denuncia formalizada por populares para a Caixa Econômica Federal onde foi questionado o financiamento da obra no Parque dos Bilhares que está destruindo uma área verde com a previsão de corte de 132 árvores, houve o pronunciamento do Gerente da Caixa Econômica da Agencia de Governo Amazonas da CEF, Sr. Hamilton Cesar Pacheco Bandeira, onde esclareceu que o contrato não tem como objeto uma obra específica e sim tem a finalidade única e exclusiva de financiar as Despesas de Capital discriminadas no anexo I do contrato, a qual é ação orçamentária de investimento em obras e instalações de infraestrutura urbana.

Obra financiada pela caixa econômica que está destruindo área verde em Parque Urbano de Manaus


Informou ainda  que para liberação de recursos para as obras e instalação de infraestrutura urbana é necessário apresentar documentação referente a Licença Ambiental e, o Município de Manaus apresentou a DECLARAÇÃO DE INEXIGIBILIDADE N" 012/2023 – DCA emitida pela SEMMAS, para a obra em questão e o recurso foi liberado em 2023.

Disse ainda que quando da comprovação de aplicação do recurso, a CAIXA realiza visitas de constatação para os contratos com finalidade de Despesa de Capital, que tem por objetivo constatar se a execução das obras estão sendo realizada conforme descrito na documentação apresentada pelo Tomador.

Declarou ainda que a visita de constatação não é caracterizada como monitoramento permanente ao longo da execução ou avaliação da qualidade da execução e da coerência com os projetos e normas técnicas e legislações pertinentes; atribuições que são de responsabilidade exclusiva dos profissionais responsáveis técnicos pela elaboração dos projetos/orçamentos/especificações técnicas e fiscalização devidamente designados pelo Tomador.

Informou ainda que o contrato tem a União como garantidora.

Esclareceu ainda  que até o recebimento da denuncia formulada por populares a CAIXA não tinha conhecimento do Relatório Técnico de Fiscalização do IPAAM – RTF Nº 577/2023-GEFA, onde houve a comprovação de crime ambiental e nem tinha conhecimento do Inquérito Civil nº 06.2024.00000152-3 que está tramitando no Ministério Público do Amazonas  e dos demais documentos da denuncia.

Autorização de corte de 132 em área verde do Parque dos bilhares, violando o Art. 37 do Código Ambiental de Manaus, que define as finalidades de uma área Verde

Informou ainda que serão tomadas as medidas cabíveis dentro das atribuições da CAIXA e oficiar ao Município  de Manaus, que é o Tomador do recurso sobre o teor da presente denúncia de destruição de área verde.

Documento Assinado pelos Gerentes da Agência de Governo da CEF Manaus-AM




BANCO DO BRASIL FINANCIA OBRA DA SEMMAS QUE DESTROI ÁREA VERDE DO PARQUE DOS BILHARES EM MANAUS

O financiamento do Banco do Brasil recursos oriundos de Operação de Crédito do Programa PROMINF/MANAUS/BANCO DO BRASIL. esta sendo utilizado...