terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

PESQUISA REVELA PRESENÇA DE AGROTÓXICOS EM PRODUTOS ULTRAPROCESSADOS: SUCOS, SALGADINHOS, PÃES, BISCOITOS

Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) constatou que resíduos de agrotóxicos permanecem até em bisnaguinhas, bolachas recheadas, biscoitos de água e sal, cereais matinais, bebidas de soja e salgadinhos.

 Foram analisados 27 produtos de oito categorias. Dessas, seis apresentaram vestígios de defensivos, dentro dos limites permitidos pela legislação.


O Idec ressalta que em nenhuma amostra a substância encontrada estava acima do limite permitido. Os itens foram escolhidos por terem trigo, milho ou soja em sua composição.


 “São produtos que muitas crianças comem todos os dias. A dosagem de agrotóxico para uma criança é mais prejudicial para o desenvolvimento dela do que para o de um adulto”, diz Rafael Arantes, nutricionista do Idec.

 Os produtos são: bebida de soja Naturis (Batavo); cereal matinal Nesfit (Nestlé); salgadinhos Baconzitos e Torcida (ambos da Pepsico); pães bisnaguinha Pullman (Bimbo), Wickbold, Panco e Seven Boys (da Wickbold); biscoitos de água e sal Marilan, Triunfo (Arcor), Vitarella e Zabet (ambos da M. Dias Branco); e os recheados Bono e Negresco (Nestlé), Oreo e Trakinas (Mondelez).

 DEBATE

 Atualmente, os rótulos não trazem informações sobre a presença de resíduos. “É importante criar um debate público sobre como informar o consumidor sobre a presença dessas substâncias”, defende Cecília Cury, advogada e fundadora do Movimento Põe no Rótulo.

 Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Princeton, da Fundação Getulio Vargas (FGV) e do Insper revela que a disseminação do glifosato — o defensivo mais utilizado no Brasil — nas lavouras de soja levou à alta de 5% na mortalidade infantil, com impactos no peso ao nascer e no tempo de gestação, em municípios que recebem água de regiões produtoras, diz Rodrigo Soares, professor do Insper e responsável pelo estudo.

 Para o gerente-geral de Toxicologia da Anvisa, Carlos Alexandre Oliveira Gomes, a população tem o direito de saber o que está consumindo. Mas ele não considera necessariamente um problema o fato de haver resíduos nos alimentos. “Hoje os alimentos no Brasil são seguros à luz da ciência atual”, afirma.

 EMPRESAS GARANTEM QUE RESÍDUOS ESTÃO DENTRO DO LIMITE PERMITIDO

 A PepsiCo informou que em todos os seus produtos, incluindo Torcida e Baconzitos, são usadas matérias-primas compradas de fornecedores que cumprem a legislação, e que os resíduos de defensivos agrícolas “estão dentro dos níveis autorizados pela Anvisa e são seguros para consumo humano”.


 A Marilan Alimentos S/A informou que é “comprometida com a qualidade de seus produtos, atuando sempre em prol da saúde, segurança e bem-estar dos consumidores”, e afirmou que observa todas as normas da Anvisa.


 A M. Dias Branco, das marcas Vitarella e Zabet, declarou que tem um programa de monitoramento e testagem de resíduos de agrotóxicos nas matérias-primas. A empresa pontuou que os vestígios das amostras da pesquisa estão dentro da margem permitida.


 A Bagley do Brasil — que responde por produtos Arcor — garantiu que nem as matérias-primas usadas nem os produtos elaborados contêm quantidades de contaminantes que possam não cumprir normas sanitárias ou gerar quaisquer riscos à saúde dos consumidores.


 A Nestlé ressaltou que tem um Sistema de Gestão de Segurança dos Alimentos em suas fábricas e conta com um centro de qualidade com tecnologias de ponta. Acrescentou que “não tem registros de resultados fora dos parâmetros de segurança para as substâncias relacionadas pelo Idec”.


 A Mondeléz declarou que não teve acesso ao estudo do Idec nem à metodologia por ele utilizada. "Por isso, não podemos nos manifestar sobre o mesmo. Contudo, todos os nossos produtos estão em conformidade com a legislação brasileira de alimentos e são absolutamente seguros para o consumo", concluiu.


 A Wickbold, a Batavo e a Bimbo não responderam.

 

FONTES: IDEC, EXTRA

 


quinta-feira, 4 de novembro de 2021

ALEMÃ CRIA FRALDA BIODEGRADÁVEL QUE SE TRANSFORMA EM ADUBO

 Recentemente,  os representantes dos países da COP-26 falaram que estamos “a um minuto para a meia-noite”. Quer dizer não haver mais tempo para negarmos o que se deve fazer para amenizar o impacto da vida humana sobre a natureza. E a contribuição tem que vir de todos. Já parou para pensar, por exemplo, na poluição que as fraldas descartaveis  bebê podem estar causando contra o meio ambiente?

Praticamente tudo que usamos para a nossa higiene pessoal afeta o meio ambiente. Imagina o que acontece com os resíduos de camisinhas ou mesmo absorventes. Não a toa ouvimos médicos e outros especialistas propondo alternativas, como a calcinha absorvente reutilizável.



Do pós-parto aos três anos de idade, um bebê pode consumir até 4.500 fraldas descartáveis, o que se traduz em 500 kg de resíduos e outros 500 kg de poluição do ar por monóxido de carbono

Ciente de quão poluentes as fraldas podem ser, a designer alemã Ayumi Matsuzaka desenvolveu um tipo de fralda biodegradável que também serve de adubo para o cultivo de plantas.

Matsuzaka desenvolveu um tipo de fralda biodegradável diferente. Ela é composta de materiais de ciclagem de nutrientes – solução trazida dos 5 anos em que a designer trabalhou  para pesquisadores de solo. E, no fim das contas, pode virar adubo para o cultivo de plantas, já que a fralda é facilmente compostável, tornando-se uma “terra preta” cheia de nutrientes.

A ideia é que as fraldas criadas por Matsuzaka possam ser retiradas e recolhidas pelos pais em pontos de coleta especiais, como praças, creches e outros espaços públicos – algo que a designer já está trabalhando para se tornar possível. As peças usadas devem ser depois transformadas em um substrato higiênico de terra preta. E este material – lembrando que é rico em nutrientes, perfeito para o crescimento de árvores, incluindo frutíferas. Inclusive, a ideia de Ayumi é que a sua empresa possa colaborar com o plantio de milhares de árvores em solo alemão.

FONTE: Razões Para Acreditar

terça-feira, 2 de novembro de 2021

CREA AMAZONAS NAO SE MANIFESTA E SE OMITE DIANTE DO BAIXO REAJUSTE SALARIAL DADO AOS ENGENHEIROS PELO GOVERNO DO ESTADO DO AMAZONAS AO CONTRÁRIO DO CONSELHO DE MEDICINA VETERINÁRIA QUE VALORIZOU OS MÉDICOS VETERINÁRIOS E FOI CONTRA O BAIXO REAJUSTE

 No ultimo dia 26 de outubro o Governo do Amazonas fez pronunciamento com o objetivo de anunciar o reajuste para os servidores publico do Estado do Amazonas, onde nesse grupo se encontram vários engenheiros de todas as modalidade da Engenharia, porém os valores anunciados foram decepcionantes e o CREA Amazonas não se manifestou.

Cerca de mais de 100 engenheiros receberam apenas um reajuste de 2,4%, e que estão há cerca de 4 anos sem aumento, outrossim não recebem nem o piso salarial pelo fato de não serem regidos pelo regime CLT. Porém o CREA Amazonas não tem feito nada para buscar negociações para melhorar os salários desses engenheiros do serviço publico do Amazonas.

O conselho regional de Medicina Veterinária se manifestou com uma nota de solidariedade aos Médicos Veterinários que atuam nos orgãos estaduais do amazonas, lamentando o baixo reajuste e fazendo uma solicitação de revisão dos valores do reajuste que iguale aos valores da inflação, solicitando dessa forma a valorização profissional dos Médicos veterinários e Zootecnistas.

NOTA DE SOLIDARIEDADE DO CONSELHO DE MEDICINA VETERINARIA REPUDIANDO O BAIXO REAJUSTES AOS MEDICOS VETERINÁRIOS

Enquanto isso, alguns engenheiros questionaram em grupos de whatsapp onde estaria o CREA Amazonas nesse momento que os engenheiros precisam da valorização do seu conselho profissional, e passado cerca  de 1 semana o CREA AMAZONAS não se manifestou e ficou omisso, aparentando não se importar quanto a valorização profissional dos engenheiros do sistema CONFEA/CREA , quanto a valorização profissional.

MENSAGEM QUE CIRCULOU EM GRUPOS DE WHATSAPP SOBRE O QUE PENSA O CREA AMAZONAS E OUTRAS ENTIDADES SOBRE O BAIXO REAJUSTE


Parabéns ao Conselho de Medicina Veterinária na busca da valorização profissional dos Médicos Veterinários e Zootecnistas

 


domingo, 24 de outubro de 2021

Como a engenharia civil pode contribuir para o meio ambiente?

 Embora a indústria da construção civil possua aproximadamente 40% de participação na economia mundial e contribua para a infraestrutura e desenvolvimento da sociedade, se sabe que a extração de materiais (areia, madeira, pedras, minérios, metais, entre outros) impacta drasticamente o meio ambiente. Por causa disso, há quem pense que engenharia civil não combina com sustentabilidade. Porém, verdade é que os profissionais da área já se preocupavam com as consequências da engenharia civil para o meio ambiente desde os anos 90, o que os impulsionou a buscar novos conceitos e alternativas. Foi assim que a Construção Sustentável surgiu.o que os impulsionou a buscar novos conceitos e alternativas.

Mas afinal, o que é construção sustentável?

Para a engenharia civil, Construção Sustentável é um conceito capaz de se adaptar a qualquer projeto através de tecnologias ecológicas, com o objetivo de preservar o meio ambiente e poupar recursos naturais.

Dessa forma, os projetos de construções sustentáveis podem contribuir para a preservação do meio ambiente, de diversas formas. Abaixo, citamos algumas:

             Sistemas de aproveitamento e captação de água;

             Projetos inteligentes com reaproveitamento e redução de desperdícios;

             Materiais de construção ecológicos;

             Sistemas de energia sustentável;

             Ferramentas e insumos ecologicamente corretos;

             Reutilização de insumos pétreos e asfálticos na pavimentação de estradas e ruas.

Reduzindo custos com a construção sustentável

No primeiro momento, os procedimentos e insumos da construção sustentável podem parecer mais caros quando comparados aos tradicionais da engenharia civil. Contudo, a longo prazo a redução de custos em manutenção e contas é bastante significativa.

Um exemplo bastante comum de construção sustentável são os sistemas de captação de água da chuva. Além de baratos, são fáceis de construir e servem como uma valiosa fonte de água para uso geral, reduzindo significativamente os valores da conta.

Aquecedores solares também são uma excelente alternativa para economia de energia, embora ainda sejam pouco utilizados. Quando instalados no telhado, utilizam o calor do sol como aquecedores.

Outra excelente alternativa para a área de pavimentação de vias é a reciclagem de pavimentos, que prevê a reutilização dos insumos existentes para a confecção de novas camadas de pavimento, evitando uma exploração ainda maior de agregados pétreos do meio ambiente).

Construções sustentáveis no Brasil

No ano de 2017 o Brasil recebeu sua primeira norma técnica para cidades sustentáveis, a NBR ISO 37120:2017. A norma envolve 100 indicadores que devem nortear construções sustentáveis pelo país, entre eles estão aspectos econômicos, sociais, ambientais e tecnológicos. O objetivo da NBR ISSO 37120:2017 é sanar todas as possíveis dúvidas sobre sustentabilidade, além de impulsionar no surgimento de cidades, bairros e construções sustentáveis.

Aqui no Brasil, um exemplo de construção sustentável reconhecida e premiada é o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. O museu conta com painéis solares que se movem para rastrear o movimento do sol, sistemas de captação de água da chuva e canalização de água para a Baía de Guanabara, com a finalidade de abastecer o ar condicionado do prédio.

CREA AMAZONAS MENOSPREZA E DESVALORIZA ENGENHEIROS AGRÔNOMOS E NÃO INDICA NENHUM ENGENHEIRO AGRÔNOMO PARA COMPOR A COMISSÃO ESTADUAL DE SEMENTES E MUDAS DO AMAZONAS

O CREA Amazonas indicou 2 engenheiros florestais para compor a Comissão Estadual de Sementes e Mudas do Amazonas como representantes do CREA-AM. E pela primeira vez  um engenheiro agrônomo não é indicado pelo CREA Amazonas, mesmo tendo conselheiros engenheiros agrônomos  na Câmara de Agronomia e no quadro de servidores do conselho profissional. Isso criou indignação ao engenheiros agrônomos do Amazonas  que mais uma vez se sentiram menosprezados e desvalorizado pelas ações do CREA Amazonas, que deveria valorizar todas as profissões do sistema CONFEA/CREA, o caso só veio a conhecimento público agora em outubro de 2021.

DOCUMENTO ENVIADO PELO CREA AMAZONAS INDICANDO 2 ENGENHEIROS FLORESTAIS PARA A COMISSÃO DE SEMENTES E MUDAS DO AMAZONAS


O QUE É A COMISSÃO ESTADUAL DE SEMENTES E MUDAS

Os Estados deverão constituir Comissão de Sementes e Mudas, a ser composta por representantes indicados por entidades federais, estaduais ou distritais, municipais e da iniciativa privada, com vínculo com a fiscalização, a pesquisa, o ensino, a assistência técnica, a extensão rural, a produção, o comércio e a utilização de sementes e de mudas.

Suas criações estão previstas na Lei 10.711 e no Decreto 10.586/20;

Compete as comissões de sementes e mudas assessorar o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento na elaboração de normas e de padrões de identidade e de qualidade relativos à produção e ao comércio de sementes e de mudas;

Com funções consultivas, informativas e de assessoria ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), as Comissões de Sementes e Mudas objetivam o aprimoramento do setor.

A Comissão de Sementes e Mudas do Amazonas já existe há varios anos, apesar de estar sem reunir algum tempo, tendo sua ultima convocação de reunião realizada em 2020.

A comissão trata dos interesses das  culturas mais relevantes do estado onde podemos citar a principalmente as culturas de fruticultura, mas abrange também as mudas de ornamentais em crescimento no estado, e espécie florestais.

O CREA Amazonas é representando através de 2 membros sendo 1 titular e 1 suplente, sempre houve a indicação de pelo menos 1 engenheiro agrônomo, o que não aconteceu em 2021.

Considerando que ao engenheiro florestal suas atribuições profissionais estão limitadas aos casos de sementes e mudas de espécies e essenciais florestais e parte de ornamentais dessa forma seria importante ter pelo menos 1 membro engenheiro agrônomo compondo a representação do CREA Amazonas, pois tem as culturas de fruticultura, grãos (milho, soja, arroz, feijão), etc, onde o engenheiro agronomo possui atribuição profissional.

Um grupo de engenheiros agrônomos ao saberem da indicação do CREA sentiram que a classe agronômica vem sendo desvalorizada e menosprezada pelo CREA Amazonas, inclusive o CREA deveria dar exemplo e não  contribuir para o exercício ilegal do engenheiro florestal em não ter  atribuição  em relação a assessoria para produção de sementes e produção de mudas de fruticultura e grãos.

sábado, 23 de outubro de 2021

AS VANTAGENS DE UTILIZAR ENERGIA SUSTENTÁVEL

Energia sustentável é o termo utilizado para toda energia elétrica originada a partir de fontes renováveis, além de não gerar impacto ao meio ambiente. A energia solar, a energia eólica, a energia geotérmica e a energia hidroelétrica são alguns exemplos que se encaixam nessa descrição.

 

       Embora muitos saibam que as energias sustentáveis são uma tecnologia com o propósito nobre de desacelerar os impactos ambientais causados pelas energias não sustentáveis, como petróleo e carvão, existem diversas outras características que tornam o uso da energias renováveis muito mais vantajosas. 



         Inesgotável 

         Como essas energias são renováveis, utilizá-las para geração de energia elétrica não causará futuramente em sua escassez como acontece com o petróleo e o carvão.

         Baixo impacto ao Meio Ambiente 

         Diferente dos combustíveis fósseis,  por não ser necessário queimar as energias sustentáveis para gerar energia ou extraí-las de bolsões      profundos em terra firme e abaixo do fundo do mar, as energias sustentáveis possuem praticamente nenhum impacto ao meio ambiente.

         Exige manutenção mínima

         Dentre as energias renováveis, a energia solar é a que menos necessita de manutenção. Graças a grandes avanços tecnológicos, os painéis solares possuem uma resistividade capaz de suportar até mesmo chuvas de granizo. Portanto, a manutenção desses dispositivos geralmente se resume na limpeza dos painéis para garantir seu funcionamento correto.

         Acessível 

     Enquanto fontes de energia como o petróleo e o carvão são de difícil acesso, visto que poucos países possuem grandes reservas de combustíveis fósseis, as energias sustentáveis podem ser aplicadas em praticamente qualquer lugar. Extensas planícies são perfeitas para geradores eólicos, ao passo que  locais com alta irradiação possuem vantagem com relação à geração de energia solar e planaltos formam ótimas localizações para usinas hidroelétricas.

         Evita gastos excessivos na conta de luz

         Se implementados na geração de energia elétrica da residência ou indústria, as energias renováveis são capazes de diminuir os gastos na conta de luz. A eletricidade gerada pela energia sustentável é contabilizada e, em seguida, descontada da próxima fatura de luz. Desse modo, você só tem que pagar pela quantidade de energia a mais do que você produz.

         Tendo em vista essas características, podemos observar que o investimento nessa tecnologia é imensamente vantajoso não só para evitar gastos na conta de luz ou por não impactar o meio ambiente, mas também futuramente quando as reservas de petróleo e carvão se esgotarem. Somando tudo isso ao fato de que a energia renovável pode ser aplicada em qualquer lugar, não há dúvidas de que essa tecnologia veio para ficar.

Fonte: INOVATECH 


domingo, 17 de outubro de 2021

5 VANTAGENS DA TERCEIRIZAÇÃO NA CONSTRUÇÃO CIVIL

Com as crescentes mudanças na economia mundial, os setores produtivos são forçados a tornar seus processos cada vez mais eficientes – dessa forma, é possível produzir em maior quantidade e no menor tempo e custo possíveis. Isso traz impacto para as construtoras e outras empresas do ramo, uma vez que estes setores estarão mais bem preparados para competir em um mercado consideravelmente exigente.Uma das alternativas para se adequar à realidade do setor é a terceirização na construção civil. Apesar de ser polêmica e não tão bem conhecida por todos, a prática tem se tornado cada vez mais comum.

 

O que é a Terceirização?

A prática da terceirização consiste na contratação de uma pessoa jurídica no lugar de pessoas físicas responsáveis pela execução de uma das etapas de uma empresa. Ou seja, ao invés de ter empregados próprios, as empresas contratam prestadores terceirizados e utilizam indiretamente seus funcionários, que geralmente são especializados em alguma etapa do processo produtivo em questão.

 

Anteriormente, essa prática tinha restrições relativas às etapas que poderiam ser terceirizadas, de acordo com a súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho. Poderiam ser terceirizadas apenas atividades-meio e, por período temporário, atividades-fim. No entanto, a partir de 2017, a lei 13.429/17 passou a permitir que a terceirização de qualquer uma das etapas.

 

Atividades-meio: são as atividades necessárias para se chegar ao produto final ao qual uma empresa se dedica.

Atividades-fim: são as atividades que fornecem o produto final diretamente.

Quais os benefícios da terceirização na construção civil?

A prática da terceirização pode apresentar diversos benefícios para empresas de construção civil, dentre os quais podemos citar:

 

1. Redução de custos

A terceirização permite a redução de custos, pois a necessidade de muitos gastos fixos é eliminada. Assim, a construtora não precisa arcar com itens como a manutenção de equipamentos, capacitação de profissionais e encargos sobre os funcionários. Todos esses custos são substituídos pelo contrato com a empresa terceirizada contratada.

 

Os contratos também já levam em consideração possíveis riscos ao longo da execução da obra, de forma que não haja nenhum gasto inesperado para a construtora contratando os serviços.

 

2. Previsibilidade da situação financeira da construtora

Diante do que foi exposto acima, pode-se notar que os serviços terceirizados mantém os custos quase sempre fixos ao longo da obra. Não existem custos adicionais em momentos eventuais de necessidade, como costuma acontecer nas relações tradicionais de trabalho. Possíveis riscos já ficam previstos no contrato inicial e, caso haja algum problema na execução, cabe à própria terceirizada resolver e arcar com os custos. Além disso, por se tratar de uma empresa especializada naquele tipo de serviço, as chances de que algum erro ocorra são menores.

 

Dessa forma, a terceirização na construção faz com que os gastos se tornem mais previsíveis, a  situação financeira da construtora se mantém mais estável e há mais segurança para a realização de outros investimentos imobiliários.

 

3. Foco na atividade-fim

A atividade-fim de uma empresa é a atividade principal dela, ou seja, é o que ela está buscando oferecer para o mercado no final de todas as etapas. Com a terceirização na construção, torna-se mais fácil a empresa concentrar seus esforços e sua energia na execução da obra em si. Ao fornecer mais atenção para ela, a chance de que ocorra alguma falha se torna menor e a qualidade é mais garantida.

 

A terceirização é feita geralmente na atividade-meio – aquela que é necessária para se alcançar a atividade-fim, mas não é o foco da empresa. Por exemplo, a construtora é responsável pela execução da obra de um edifício, porém existem outras etapas necessárias para que ela seja possível. O dimensionamento das instalações elétricas e hidrossanitárias é necessário para a construção, embora não esteja incluído diretamente nela.

 

Nesse caso, a construtora teria a opção de terceirizar os projetos elétrico e hidrossanitário para uma empresa especializada nestes serviços. Assim, ela poderia se concentrar em sua atividade-fim – que seria fornecer os insumos necessários para construir o edifício, como operários, máquinas, equipamentos e tecnologia construtiva.

 

4. Maior qualidade nas etapas da construção

Ainda seguindo o exemplo anterior, pode-se perceber que a construtora conseguirá se concentrar mais facilmente em pessoas especializadas relacionadas com sua atividade-fim. No entanto, é importante lembrar que as atividades-meio terceirizadas também contarão com profissionais especializadas. Isso acontece porque a atividade-meio da empresa contratante pode ser a atividade-fim da empresa contratada. No exemplo da construtora, a empresa responsável pelo dimensionamento das instalações teria esse serviço como seu objetivo final. Logo, todas as empresas envolvidas estariam concentradas em realizar e aperfeiçoar apenas a sua atividade-fim.

 

Dessa forma, a terceirização na construção garante uma melhor qualidade nos serviços de uma maneira geral. A construtora poderá se especializar na execução da obra, enquanto a terceirizada irá focar apenas no realização de atividades específicas. Com profissionais qualificados para os serviços, todas as etapas do processo construtivo saem favorecidas.

 

Adicionalmente, é possível citar como os serviços oferecidos pela construtora podem ser restritos. Caso o cliente queira algo mais completo, é possível terceirizar novos serviços, a fim de atender às necessidades.

 

Por exemplo, se um cliente deseja construir sua casa em um terreno vazio, ele irá precisar do projeto completo de plantas arquitetônicas, projeto estrutural, orçamento e os responsáveis pela construção de fato. Levando em consideração que são muitas etapas e de naturezas muito diferentes, é normal pensar que poucas empresas ofereceriam todos os serviços de forma completa. Com a terceirização, é possível unir todas as atividades e resolver o problema do cliente de uma só vez.

 

5. Facilidade de expansão da empresa

Quando se deseja expandir um negócio, é necessário pensar em todas as burocracias envolvidas e a infraestrutura exigida para suportar a produção em maior escala. Com a terceirização na construção, isso se torna mais fácil, pois ela reduz os gastos e traz maior previsibilidade para a situação financeira da construtora.

 

Isso também contribui para a possibilidade de uma expansão organizada, pois reduz as chances de dificuldades no momento de transição. Se a construtora quer realizar mais obras, por exemplo, haveria a necessidade de fazer um acompanhamento mais próximo de todas elas, o que demandaria mais funcionários. Ao optar por terceirizar parte do seu serviço, ela pode direcionar profissionais para as novas atividades que surgem.

 

Dessa forma, é possível perceber que a terceirização na construção traz muitos benefícios. Além de reduzir os custos, ela também melhora a qualidade do serviço entregue e permite uma expansão mais fácil das atividades da empresa.

 

Fonte:  Por

 André Meneses

BANCO DO BRASIL FINANCIA OBRA DA SEMMAS QUE DESTROI ÁREA VERDE DO PARQUE DOS BILHARES EM MANAUS

O financiamento do Banco do Brasil recursos oriundos de Operação de Crédito do Programa PROMINF/MANAUS/BANCO DO BRASIL. esta sendo utilizado...