quinta-feira, 30 de março de 2023

AMAZONAS E MAIS TRÊS ESTADOS, FAZEM BRASIL GANHAR 72 QUILOMETROS QUADRADOS DE TERRITÓRIO COM RECALCULO DE FRONTEIRAS

O território brasileiro aumentou em 72,2 quilômetros quadrados (km²) em 2022. A constatação é de levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta quarta-feira (29), no Rio de Janeiro. O estudo ajustou o total da área do país para 8.510.417,771 km². Segundo o IBGE, o aumento do território deve-se a novos delineamentos de fronteira internacional em trechos do Amazonas, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

 O aprimoramento, complementa o IBGE, decorre da realidade física dos rios da região e está em conformidade com dados fornecidos pelas Comissões Demarcadoras de Limite do Ministério da Relações Exteriores.


 O IBGE também divulgou, hoje, mapas atualizados com os novos limites de 174 municípios brasileiros. As mudanças na divisão político-administrativa dessas cidades aconteceram entre 1º de maio de 2021 e 31 de julho de 2022.

Segundo o instituto, as atualizações resultam da publicação de nova legislação, decisão judicial e relatórios/pareceres técnicos confeccionados pelos órgãos estaduais responsáveis pela divisão político-administrativa de cada estado e encaminhados ao IBGE.

 O estado com maior número de mudanças nos limites municipais foi o Rio Grande do Sul (61 municípios), seguido por Pernambuco (50) e Paraná (47).

 Também houve alterações em Mato Grosso (seis), Maranhão e Rio Grande do Norte (três em cada), além de Tocantins e Goiás (dois em cada). Informações sobre as alterações podem ser conferidas no site do IBGE.


PRESIDENTE DO SINDICATO DOS SERVIDORES DA SEPROR, ADAF, IDAM, IPAAM E SECT, COMETE ATOS ANTI-SINDICAIS PARA SER REELEITO PARA MAIS UM MANDATO E SE MANTER VITALíCIO NA PRESIDÊNCIA DO SINTRASPA EM ELEIÇÃO QUE OCORRE DIA 31 DE MARÇO

 

O atual presidente SINTRASPA, que é o sindicato que representa  os Servidores da SEPROR, IDAM, ADAF, IPAAM e SECT, convocou eleições para a escolha da nova diretoria, que ocorrerá no dia 31 de março de 2023, onde há indícios que o mesmo praticou ATOS ANTI- SINDICAIS, para ser reeleito para mais um mandato, sendo que o mesmo já está na presidência do sindicato há mais de 25 anos se tornando vitalício.

O SINTRASPA fundado em 11 de dezembro de 1991, é uma organização sindical com natureza de associação, que representa os servidores da SEPROR, ADAF, IDAM, IPAAM e SECT.

E no mês de março de acordo com o Estatuto ocorre as eleições para a escolha da nova diretoria, e que a eleição foi convocada para ser realizada no dia 31 de março de 2023.

Foi inscrita somente uma chapa , que é a chapa encabeçada pelo atual presidente que já esta na presidência há mais de 25 anos continuo, pois o estatuto é omisso , permitindo a reeleição por vários mandatos seguidos.

Porém os servidores do IDAM, SEPROR, IPAAM, que tentaram se filiar e que gostariam de montar uma chapa ficaram impedidos pelo fato do atual presidente ter cometido atos anti sindicais.

O QUE SÃO ATOS ANTI-SINDICAIS

Constituem condutas anti-sindicais quaisquer práticas que violem as liberdades sindicais estabelecidas pela Constituição Federal, as consagradas nas Convenções Internacionais ratificadas pelo Brasil, as orientações do Comitê de Liberdade Sindical da OIT e as que impliquem cerceamento ou retaliação, direta ou indiretamente, à atividade sindical legítima (CONALIS, Diretriz n. 1).

Classifica-se como atos anti-sindicais, portanto, todo e qualquer ato de discriminação de natureza sindical ou que tenha por finalidade prejudicar, dificultar ou impedir de algum modo a organização, a administração, a ação sindical, o direito de sindicalização e a negociação coletiva, seja ela praticada pelo Estado, pelos empregadores, pela diretoria do sindicato ou por terceiros.

Oscar Ermida Uriarte (1989, p.17) define atos anti-sindicais como: 14 “[...] qualquer ato que prejudique indevidamente o trabalhador ou as organizações sindicais no exercício da atividade sindical ou a causa desta ou que lhe negue injustificadamente as facilidades ou prerrogativas necessárias para o normal desenvolvimento da ação coletiva

QUAIS ATOS ANTI-SINDICAIS O PRESIDENTE DO SINDICATO DOS SERVIDORES DA SEPROR, IDAM, IPAAM E SECT cometeu:

1 – DIREITO A FILIAÇÃO – Um dos atos mais agravantes, o presidente do SINTRASPA não permitiu a filiação dos servidores do IPAAM, IDAM, SEPROR, ADAF, os servidores tentaram em 2021, 2022, se filiar ao SINTRASPA e o presidente colocou empecilhos e não aceitou a filiação dos servidores.

Tais fatos pode ser comprovado pela lista dos atuais associados e cruzar com a lista de servidores da SEPROR, IPAAM, IDAM, ADAF, e comprovar que não há nenhum servidor associado daqueles que tomaram posse nos últimos concursos do IPAAM, SEPROR, IDAM, ADAF.

 O presidente do SINTRASPA nunca fez nenhuma campanha de sindicalização de novos associados, papel fundamental para fortalecer um sindicato.

SEPROR, IPAAM, IDAM, ADAF realizaram concurso publico, nomearam novos servidores e o SINTRASPA não filiou nenhum, mesmo sendo procurado pelos servidores nomeados.

2- Dificultar o recebimento de mensalidade de quem solicitou ficha de filiação, alegando que so pode ser descontanto em folha enquanto que no Estatuto dá outras opções de pagamento da mensalidade, como deposito em conta, contra recibo e pagamento por carnê. Sem estar quites com o sindicato o associado nâo tem direito a ser votado e votar.

3 – Não cumprimento do Estatuto do SINTRASPA para o cumprimento da Eleição, o presidente escolheu a Comissão Eleitoral, e no estatuto define que deve ser escolhida pela Diretoria e não somente pelo Presidente

4 – O presidente não fixou nos órgãos o edital de convocação da eleição. Está previsto no estatuto que o Edital deveria ser fixado nos órgãos onde se encontram o servidores associados.

As condutas anti-sindicais são totalmente ilegais, pois violam do direito fundamental à liberdade sindical. Como se vê, claramente, a conduta anti-sindical do presidente do SINTRASPA é um excesso de poder que visa limitar a participação dos servidores da SEPROR, IDAM, ADAF e IPAAM nas  atividades sindicais do SINTRASPA.


quinta-feira, 9 de março de 2023

SERVIDORES DO INPA PEDEM MUDANÇA URGENTE NA DIREÇÃO DO INPA

 A ministra de ciência, tecnologia e inovação, Luciana Santos, recebeu nesta quarta-feira (8) uma carta dos servidores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).  A Carta entregue à ministra  quer comitê de busca e diretoria provisória

 O documento, entregue, em mãos, pelos membros do Fórum de Ciência e Tecnologia (C&T, traz uma série de solicitações saídas de uma assembleia, realizada pelo Sindicato dos Servidores Públicos do Amazonas (Sindsep-AM), no último dia 2 de março deste ano em Manaus.


A carta expressa a preocupação dos servidores com a situação do Inpa, pois, já se passaram quase três meses da posse do governo Lula e o instituto, de acordo com os trabalhadores, “continua em um momento difícil e dramático, considerando a falta de perspectivas imediatas para os inúmeros problemas estruturais da instituição”.

Além disso, reclamam da continuidade da gestão “opressora e autoritária” da diretora Antônia Pereira, cujo mandato deveria ter terminado em dezembro do ano passado.

Por conta disso, os servidores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia pedem à ministra de ciência e tecnologia, Luciana Santos, a revogação imediata do atual regimento interno do Inpa.

Tal regimento, produzido no final do ano de 2022, teria sido feito sem nenhuma transparência e sem participação da comunidade científica. Além disso, alterou a estrutura organizacional do instituto, extinguiu uma importante coordenação e inviabilizou a pós-graduação na instituição.

COMITÊ DE BUSCA

A carta dos servidores do Inpa também pede a implementação do comitê de busca, pois, entendem que o primeiro passo para encerrar a gestão da atual diretora é a escolha da próxima direção. “Nesse sentido, os servidores solicitam que a implementação do novo comitê de busca para o Inpa seja efetuada com urgência prioritária”.

Além disso, solicitam a inclusão de um representante da comunidade científica no comitê de busca já que, mesmo reconhecendo o avanço desse método nos anos de 1990, não se mostrou isento a pressões políticas e nunca se pautou na transparência.

DIREÇÃO PROVISÓRIA

Dessa forma, os servidores solicitam ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação que a comunidade do Inpa, por meio de um processo de seleção interno, possa indicar um dos seus servidores como membro do próximo comitê de busca para nova direção.

Por fim, a carta do Inpa solicita a nomeação de uma direção de transição, até a posse da nova diretoria, pois, a atual teria sido escolhida por “intervenção militar externa”, na Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro.


Por: Antônio Paulo, do BNC Amazonas em Brasília

segunda-feira, 6 de março de 2023

PRESIDENTE DO SINDICATO DOS SERVIDORES DA SEPROR, IDAM E ADAF, ENROLA ASSOCIADOS EM AUDIO, FICA CONTRA O PAGAMENTO DO REAJUSTE ATRASADO EM MARÇO E DEFENDE QUE GOVERNADOR SÓ PAGUE O REAJUSTE 2021/2022 ATRASADO DE 8,9% QUANDO FOR A DATA BASE DE 2022/2023, E DIZ QUE O VALOR SERÁ SUPERIOR A 16,26%

 Em aúdio enviado aos associados e em grupos de whatsapp, o presidente do Sindicato dos servidores da SEPROR, IDAM e ADAF, fez comentários sobre uma postagem que cobrava o pagamento do reajuste atrasado de 2021/2022 no percentual de 8,9% que o Governador Wilson Lima ficou devendo para os servidores do Setor Primário do Amazonas.



O presidente do Sindicato dos servidores da SEPROR, IDAM e ADAF, alega que esse atrasado de 8,9% se originou da negociação entre o Sidicato dos servidores do IDAM e ADAF , alega ainda que o percentual de 8,9%, ficou para ser incorporado ao IPCA acumulado da data base do periodo de  maio de 2022 a abril de 2023  e alega que o ciclo da data base 2022/2023 ainda não fechou, alegou que isso acontece todos os anos, e afirmou que so depois de abril que os sindicatos dos servidores da SEPROR, IDAM e ADAF é que encaminharão ao governador o pedido  de reajuste, que será superior a 16,26%.


                                   Audio do Presidente dos servidores da SEPROR, IDAM, ADAF

DAS CONTRADIÇÕES DO AUDIO

- Não é preciso o governador esperar o mês de maio/junho de 2023 para pagar o reajuste atrasado 2021/2022, o mès de maio/junho é para ser iniciado o pagamento da data base de 2022/2023.

- O presidente do sindicato fala em calcular o reajuste desde a data base de 2018/2019, sendo que esta data base ja foi paga em janeiro de 2022, e a data base de 2019/2020 e 2020/2021 foi paga em junho de 2022, o que falta ser pago de atrasado é uma diferença da data base de 2021/2022 - 8,9%.

- O Valor da data base de 2022/2023, mesmo somada com o percentual devido de 8,9%, não ultrapassara 15%, e o presidente do sindicato alega que será superior a 16,26%. 




quarta-feira, 1 de março de 2023

PROFESSORES PROTESTAM POR REAJUSTE SALARIAL EM FRENTE DA SEDE DO GOVERNDO DO AMAZONAS E SERVIDORES DO SETOR PRIMÁRIO IDAM, SEPROR E ADAF QUEREM O REAJUSTE ATRASADO DE 2021/2022 QUE WILSON LIMA NÃO PAGOU E PODEM INICIAR MOVIMENTO

A categoria da educação  tenta fechar um acordo com o executivo para que o reajuste seja pago no salário de março, enquanto isso servidores do setor primário IDAM, SEPROR ADAF  começam iniciar um movimento para cobrar a data base atrasada de 2021/2022.

 PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO

 Um grupo de trabalhadores da rede estadual de ensino do Amazonas realizou uma manifestação na frente da sede da Sede do Governo, na Zona Oeste de Manaus, na manhã desta terça-feira (28/02/2023) para pressionar pelo pagamento do reajuste salarial.


A data-base da categoria vence nesta quarta-feira, 1º de março. O ato público foi organizado pelo Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical).

O protesto é uma nova tentativa de negociação sobre o tema com o executivo estadual.

A categoria educação tenta fechar um acordo para que o reajuste salarial dos professores seja pago no salário de março.

“A data-base da categoria está congelada há dois anos.  Estamos com a data-base de 2022 atrasada há um ano e o governador Wilson Lima não paga os professores. Não queríamos que essa mesma falta de respeito, descaso, atraso acontecesse com a data-base de 2023”, afirmou o coordenador jurídico do Asprom Sindical, Lambert Melo.Segundo o sindicato, a campanha salarial iniciou no mês de janeiro.

Na próxima sexta-feira, 3/3, está programada uma nova Assembleia Geral Extraordinária da Asprom Sindical para decidir sobre o Estado de Greve.

 

SERVIDORES DO SETOR PRIMÁRIO –  SEPROR, IDAM e ADAF

Os servidores do setor primário SEPROR, IDAM e ADAF, assim como os profissionais da educação estão com o reajuste da data base de 2021/2022 atrasados, o governo Wilson Lima pagou só uma parte do reajuste em junho de 2022 e terminou seu mandato devendo 8,9% aos servidores da SEPROR, IDAM e ADAF, apesar do governador “alegar” em seus discursos prioridade e uma atenção especial ao setor primário, mas os servidores do setor primário estão sendo esquecidos no governo Wilson Lima.

Alguns servidores já estão iniciando uma mobilização dos servidores para sensibilizar o governador a pagar o reajuste devido.

Os Sindicatos dos servidores da SEPROR, IDAM e ADAF, (SINTRASPA e SINFAGRO) declarando apoio ao governador Wilaon Lima na eleição de 2022, esperando que o governador cumpra com os acordos do apoio

Em outubro de 2022 durante as eleições o sindicato dos servidores  da SEPROR, IDAM e ADAF, declarou apoio ao governador Wilson Lima com a promessa de atendimento das reivindicações de melhorar da situação dos servidores incluindo o reajuste salarial. 


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023

SUFRAMA E ZFM CELEBRAM 56 ANOS DE CONTRIBUÇÃO SOCIOECONÔMICAS PARA A AMAZÔNIA E PARA O BRASIL

Decreto Lei nº 288/1967 instituiu a Autarquia e, consequentemente, a Zona Franca de Manaus, que se tornou em um grande centro industrial, comercial e agropecuário, responsável por abrigar um dos principais parques industriais e um dos maiores PIBs da indústria brasileira.

 Neste 28 de fevereiro de 2023, a Suframa e o modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) completam 56 anos de uma trajetória repleta de contribuições em prol do desenvolvimento sustentável da região amazônica e da geração de benefícios socioeconômicos para toda a população brasileira.



 A data celebra a publicação do Decreto Lei nº 288/1967, o qual instituiu a Autarquia e reformulou as diretrizes da ZFM, criada inicialmente para operar como Porto Livre. Ao longo de sua história, a Zona Franca de Manaus passou por vários momentos de crises e superações, até chegar à condição atual de abrigar um dos principais parques industriais do País, que hoje conta com aproximadamente 500 empresas instaladas, fatura mais de R$ 170 bilhões e gera cerca de meio milhão de empregos, entre diretos, indiretos e induzidos.

 Responsável por um dos maiores PIBs da indústria brasileira, a ZFM fabrica produtos que fazem parte do dia a dia de todos os brasileiros, tais como tablets, smartphones, videogames, televisores, notebooks, semicondutores, motocicletas, canetas esferográficas e barbeadores, entre outros. Cerca de 95% da produção do PIM é destinada a abastecer o mercado nacional. “São mais de cinco décadas e meia de desafios e conquistas que consolidaram um dos mais exitosos projetos de Estado voltados para a promoção de dinâmica social e econômica e que contribuem diretamente para a redução de desigualdades regionais e também para a indução da sustentabilidade”, salienta o superintendente interino da Autarquia, Marcelo Pereira.

 Política de desenvolvimento regional

Idealizada em 1951, pelo deputado federal Francisco Pereira da Silva, a Zona Franca de Manaus foi criada em 1957, mediante lei sancionada pelo então presidente Juscelino Kubitschek, para ser um porto livre destinado ao armazenamento, beneficiamento e retirada de produtos do exterior. Quase dez anos depois, o presidente Castello Branco assinaria o Decreto-Lei nº 288, alterando as disposições da legislação de 1957 e reformulando a ZFM para um centro industrial, comercial e agropecuário dotado de condições econômicas que permitissem seu desenvolvimento, diante dos fatores locais e da grande distância dos centros consumidores de seus produtos.

 No ano de 1968, compreendendo os desafios para desenvolver uma região distante dos grandes centros do dinamismo econômico brasileiro, o governo federal editou o Decreto-lei nº 356/1968, estendendo à Amazônia Ocidental os benefícios concedidos à Zona Franca e ampliando geograficamente o raio de alcance da política.

 Em 1975, idealizando um marco de industrialização para municípios mais afastados dos grandes centros da região, o governo federal editou também o Decreto-lei nº 1.435/1975, que estendeu os benefícios fiscais do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para empreendimentos que pretendem investir na industrialização de produtos elaborados com matérias-primas agrícolas e extrativas vegetais originárias da Amazônia Ocidental. Assim, pensou-se, novamente, na política para promover dinamismo econômico para além dos conglomerados urbanos.

 Por fim, a Lei nº 8.387/1991 criou a Área de Livre Comércio de Macapá-Santana, no estado do Amapá, trazendo o território recém-emancipado à condição de Unidade da Federação (UF) para o escopo do projeto de desenvolvimento social e econômico da ZFM (Art. 11 da Lei nº 8.387/1991), ampliando regionalmente ainda mais o alcance da política de dinamismo econômico inaugurada pelo Decreto-lei nº 288/1967. Outrossim, a Lei nº 8.387/1991 criou a contrapartida de investimento em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) para as empresas que produzem bens e serviços de tecnologia da informação e de comunicação a partir do usufruto de benefícios fiscais definidos pelo Decreto-lei nº 288/1967.

 Prorrogações

Com prazo original até 1997, a Zona Franca de Manaus teve sua primeira prorrogação, por mais 10 anos, em 16 de abril de 1986, por meio do Decreto nº 92.560. Em 1988, já reconhecida como modelo de desenvolvimento regional, a ZFM ganharia novo fôlego com a prorrogação por mais 25 anos prevista no Artigo 40 dos Atos das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal.

 Na opinião do superintendente Marcelo Pereira, esse momento foi crucial para a existência da ZFM, pois a Constituição veio corroborar com a política de desenvolvimento na medida em que criou, também, as bases do princípio da “Extrafiscalidade”, estruturando ainda mais a tese de que a natureza do tributo nem sempre é arrecadatória, pois garante também que cabe ao tributo ser instrumento de desenvolvimento (Art. 3°, III e Art. 151, I).

 Em 5 de agosto de 2014, ocorreria um dos momentos mais importantes da história do modelo com a promulgação da Emenda Constitucional 83/2014, prorrogando o prazo de vigência dos benefícios da Zona Franca de Manaus por mais 50 anos, até 2073. Esta foi mais uma prova inequívoca da visão de toda a sociedade brasileira de que a Zona Franca de Manaus é fundamental não apenas para quem vive na Amazônia Ocidental ou no Estado do Amapá, mas para todos os brasileiros.

 "O modelo de desenvolvimento regional da Zona Franca de Manaus não pode ser medido pela fiscalidade, visto que não foi criado e idealizado para arrecadar tributos, mas sim para gerar dinâmica social e econômica em uma região, comprovadamente, marginalizada em termos socioeconômicos. E, assim, os marcos regulatórios em tela traduzem o conjunto de iniciativas voltadas à agregação de valor à produção e à geração de riqueza na região, permitindo que a população se estabelecesse no lugar e garantisse sua efetiva ocupação com qualidade de vida a partir da geração de emprego e renda", complementou Pereira.

 Benefícios

São vários os motivos que possibilitam o reconhecimento da sociedade brasileira quanto à validade e à importância da Zona Franca de Manaus. De fato, o modelo ZFM é marcado, essencialmente, por ser economicamente sustentável, socialmente justo e ambientalmente responsável.

Por ter etapas de industrialização regulamentadas por Processo Produtivo Básico (PPB), o PIM hoje conta com cadeia produtiva adensada e é responsável pela fabricação de produtos com alto valor agregado. O segmento de Duas Rodas é o maior exemplo neste sentido. Único polo brasileiro de fabricação de motocicletas, motonetas e ciclomotores, o PIM possui mais de 10 fábricas que produzem o bem final, com uma média mensal de 13 mil trabalhadores, e mais de 70 componentistas que também geram emprego e renda agregados ao setor. Alguns modelos de motocicletas chegam a ter 93% de suas peças fabricadas integralmente no Brasil.

Com a expressiva arrecadação que a ZFM proporciona ao Estado do Amazonas, o modelo contribui com a redução de desigualdades sociais em todo o País. Nesta lógica, em função da dinâmica econômica e produtiva do PIM, o Amazonas responde por mais da metade da arrecadação de tributos federais de toda a Região Norte. E na divisão dos recursos pela União, o Estado recebe de volta bem menos do que arrecada.

Além de administrar os incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus, a SUFRAMA, ao longo dos seus 56 anos, sempre atuou no sentido de buscar alternativas de desenvolvimento para toda a sua área de atuação. A Autarquia realizou várias ações, estudos e projetos visando a aumentar a qualidade e a competitividade dos produtos regionais. Também estabeleceu centenas de parcerias com instituições públicas e privadas do Brasil e do exterior, com o intuito de promover o desenvolvimento socioeconômico em toda a região.

Antes da ZFM, o Estado do Amazonas possuía uma única universidade; atualmente, são dezenas. O número de cursos de mestrado e doutorado, antes inexistentes, chega a mais de 70 atualmente. A Universidade do Estado do Amazonas, que possui unidades em todos os 62 municípios amazonenses, é mantida integralmente por contribuições feitas pelas indústrias do PIM, garantindo o acesso à educação de nível superior em todo o Estado. Nos demais Estados da área de atuação da SUFRAMA, convênios realizados pela Autarquia também viabilizaram a infraestrutura das universidades federais do Acre e de Rondônia, além de investimentos em capital intelectual por meio de programas de especialização, mestrado e doutorado em toda a Amazônia Ocidental.

O sucesso da implantação do modelo é constatado não apenas no âmbito econômico e social, mas também na esfera ambiental, com comprovações científicas. Ao concentrar a atividade econômica em uma área física reduzida, com baixo índice de utilização de recursos florestais, a ZFM garantiu a preservação de 98% da mata nativa do Amazonas, o que significa 1,5 milhão de quilômetros quadrados de árvores preservadas.

Futuro

“Neste momento relevante de discussões sobre as melhores possibilidades e bases para uma reforma tributária, em que o País também passa por um processo de reindustrialização, temos convicção de que as contribuições da ZFM para o Brasil são fortes e justificam a manutenção de um modelo que não apenas tem influência decisiva para a conservação ambiental da Amazônia, mas que também é reconhecido nacional e internacionalmente por beneficiar o País como um todo com a geração de emprego e renda. É importante que o Estado brasileiro abrace cada vez mais este modelo, que é estratégico para a vida de milhões de brasileiros, e o reconheça verdadeiramente como uma Zona Franca do Brasil”, frisou o superintendente Marcelo Pereira.

 

FONTE: SUFRAMA


sábado, 25 de fevereiro de 2023

COMO A AGRICULTURA SUSTENTÁVEL FUNCIONA

 A agricultura sustentável pode ajudar a solucionar a falta de segurança alimentar que milhões de pessoas enfrentam ao redor do mundo. A crescente população global exige uma produção de alimentos cada vez maior, e a agricultura sustentável pode ajudar a reduzir a perda e desperdício de alimentos, estimados em 30% pelo OAA - Organização para Agricultura e Alimentação.

 Por Ademilson Ramos

Atualmente, milhões de pessoas em todo o mundo enfrentam problemas de segurança alimentar. Além disso, a crescente população global se aproxima de uma indústria de fabricação de alimentos que deve aumentar a produção para atender à demanda.


Uma solução chave para este problema é a agricultura sustentável. A Organização para Agricultura e Alimentação estima que 30% dos alimentos do mundo são perdidos ou desperdiçados.

As pessoas tendem a aumentar suas necessidades agrícolas proporcionalmente ao aumento da demanda por recursos, não utilizam consórcio de plantas, mas a ineficiência dos sistemas alimentares abrange recursos financeiros, naturais e humanos sendo um grande indicador da ineficiência de todos os outros sistemas.

Outro aspecto dessa ineficiência é que a produção agroalimentar deve competir com as demandas dos consumidores globais que pode ser um grande obstáculo para o mercado doméstico e internacional desses produtos, pois tanto a produção de alimentos quanto a agricultura estão intrinsecamente ligadas.

O que significa agricultura sustentável?

A fim de fornecer alimentos para o futuro, os agricultores devem produzir de forma consistente sem prejudicar o meio ambiente, enquanto ainda utilizam rotação e consorciação de culturas. Em vez de se concentrar em uma única fazenda, os agricultores sustentáveis mantêm o foco no meio ambiente ao redor.

A Organização para Agricultura e Alimentação dos Estados Unidos afirma que um sistema mais eficiente de produção de gado pode reduzir os efeitos do aquecimento global. Eles dizem que isso pode ser alcançado por meio de um esforço internacional para melhorar os sistemas de produção pecuária.

Assim como em outros sistemas de rotulagem agrícola, o conceito de sustentabilidade é nebuloso e aberto a interpretações. Não há regulamentação de mercado específica para agricultura sustentável.

O termo Aplicação Específica de Longo Prazo do USDA pretende ser uma versão mais específica da agricultura sustentável, estando os dois termos conectados por meio de um sistema de práticas de plantas e animais ambientalmente conscientes, e através de sistema de consorciação de culturas.

Pode ser difícil determinar o que realmente se qualifica como agricultura sustentável. Isso leva a complicações para os agricultores que desejam vender seus produtos internacionalmente. No entanto, existem componentes-chave geralmente aceitos por todos na agricultura sustentável.

Práticas sustentáveis na agricultura

A tecnologia agrícola permite que os agricultores semeiem e apliquem nutrientes automaticamente em taxas ideais com base no tipo de solo, entrada de dados, interplantação e muito mais, podendo a produtividade ser medida em muitos níveis diferentes, o que ajuda a obter os melhores rendimentos possíveis com insumos mínimos.

Rotação das culturas

A rotação de culturas envolve o plantio de diferentes variedades de culturas em uma ordem específica a cada estação. Pois plantas diferentes fornecem sistemas radiculares diferentes que causam compactação mínima do solo, envolvendo o cultivo de diferentes culturas em um único campo.

Por exemplo, um agricultor pode alinhar as bordas de seu campo com diferentes culturas que crescem em diferentes alturas. Ao alternar entre diferentes culturas, os agricultores podem melhorar a fertilidade do solo e reduzir a erosão, podendo os agricultores fazer rotatividade de colheitas para desbastar cada área alternada de terra.

Práticas de Saúde do Solo

Melhorar a fertilidade natural do solo e a capacidade de retenção de água por meio de técnicas de construção do solo, como cultivo de cobertura, consorciação de culturas hortaliças, que proporcionam rendimentos mais altos e qualidade superior das culturas.

Adubação verde

A adubação verde  fornece nitrogênio e matéria orgânica adicional ao solo. Quando adicionada ao solo, tem um efeito significativo na qualidade do solo, bem como no rendimento de suas culturas. Manter um crescimento saudável requer nutrientes adicionais. A adição de adubo verde complementa o solo arável com nutrientes adicionais que as raízes das plantas extraem das camadas mais profundas do solo.

Agroflorestação

Os agricultores podem combater os efeitos das terras áridas que são vulneráveis à desertificação, cultivando árvores e arbustos em plantações ao longo de suas pastagens e terras agrícolas. As árvores fornecem renda adicional aos agricultores, bem como oportunidades para diversificação de produtos. Eles também ajudam a manter uma temperatura estável; reduzir o escoamento de nutrientes; estabilizar a umidade do solo; e proteger as colheitas de ventos fortes ou chuva forte.

Plantio Direto

O plantio direto evita a erosão do solo causada pelo vento e pela água. Ao semear diretamente nos tocos de cultivo, os agricultores de plantio direto reduzem a perturbação do solo e do ecossistema. O plantio direto reduz a quantidade de solo compactado pelo trabalho, emissões fósseis e tempo.

Seção de perguntas

1 –  Qual é a diferença entre agricultura orgânica e sustentável?

Tanto a agricultura orgânica quanto a sustentável compartilham os mesmos objetivos. Desencorajar o uso de pesticidas, herbicidas e fertilizantes não orgânicos. Ambos se concentram em melhorar o meio ambiente por meio de métodos agrícolas ecologicamente corretos. No entanto, eles parecem diferir em aspetos importantes. Alguns acreditam que o uso de produtos químicos para atingir metas de sustentabilidade ambiental é mais eficiente e sustentável do que os métodos orgânicos. Eles acreditam nisso por causa dos avanços em tecnologia e genética que ajudam os agricultores a cultivar com maior precisão.

2 – Qual é o principal objetivo da agricultura sustentável?

O principal objetivo da agricultura sustentável é satisfazer a necessidade de alimentos sem impactar negativamente os recursos naturais do planeta.

3 – A agricultura convencional é sustentável?

Podemos designar de agricultura sustentável a agricultura convencional, se ela aderir às diretrizes de sustentabilidade.

4 – Qual é a diferença entre a agricultura regenerativa e a agricultura sustentável?

A agricultura regenerativa é a próxima fase na agricultura sustentável, e acredita que os métodos agrícolas devem regenerar os recursos naturais.


AUTOR: ADEMILSON RAMOS


BANCO DO BRASIL FINANCIA OBRA DA SEMMAS QUE DESTROI ÁREA VERDE DO PARQUE DOS BILHARES EM MANAUS

O financiamento do Banco do Brasil recursos oriundos de Operação de Crédito do Programa PROMINF/MANAUS/BANCO DO BRASIL. esta sendo utilizado...